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Cultura organizacional colaborativa

Sem Avaliação

Um olhar através das mudanças atuais nas organizações após estudar e implementar modelos de gestão mais flexíveis em um mundo conectado e horizontal.

O mundo está conectado e as Redes Sociais nos dão clareza deste fenômeno, temos a grande oportunidade de vivenciarmos este momento na história, que na minha visão é um privilégio.

Os aplicativos estão cada vez mais fáceis de serem usados, com pouco conhecimento em tecnologia, através do celular, podemos comprar roupas, remédios, passagens aéreas, fazer transferências bancárias, absolutamente tudo na palma da mão.

O curioso é que algumas organizações parecem desconectadas desta nova realidade, os colaboradores quando chegam em seus ambientes de trabalho, deparam-se com uma realidade totalmente diferente, encontram sistemas difíceis de serem utilizados, processos burocráticos sem sentido, baixa possibilidade de interação com as pessoas de cargos diferentes, baixa fluidez de comunicação, aparecem grandes barreiras físicas e mentais a todo momento.

A provocadora frase de Gary Hamel “A ideologia de liderança e gestão que sustenta as organizações humanas de larga escala atualmente é tão limitante para o sucesso quanto a ideologia do feudalismo era limitante para o sucesso econômico nos séculos 16 e 17”, capta o quanto é fundamental para as organizações que querem seguir adiante repensar a Cultura, compreender os efeitos e as consequências que elas estão gerando no convívio entre as pessoas, produtos e serviços entregues para o mundo e então, evoluir para ambientes mais colaborativos, compartilhados, distribuindo o poder em tomada de decisões, criando movimentos mais ágeis, empoderando as pessoas para que sejam mais autônomas e responsáveis, mas conectadas ao Zeitgeist (espírito do tempo), como resultado estarão mais próximas do potencial de realização.

Eu tenho acompanhado alguns casos de transformação cultural e o que percebo é que a maioria dos colaboradores entendem que a cultura da sua empresa precisa ser modificada, principalmente porque a forma de comunicação e relacionamento não geram a conexão necessária para que o trabalho tenha força e aconteça de maneira significativa.

Pensando em apoiar as pessoas que querem levar para suas organizações mudanças profundas na Cultura, conectando-se ao zeitgeist (espírito do tempo), preparei #4 Dicas para que você possa refletir e quem sabe, provocar mudanças dentro da equipe que você trabalha – só pra começar.

#1 MUDE PARA UM MINDSET DE GESTÃO COMPARTILHADA
O mindset de gestão dos novos modelos de Cultura Organizacional sai da atuação de comando e controle e passa a ser voltado para crescimento da colaboração, as pessoas passam a ser reconhecidas umas pelas outras, por sua relevância, há o reconhecimento dos talentos das pessoas e estas passarão a ser percebidas, por exemplo: pelo excelente relacionamento com o cliente, experiência em uma especialidade, comunicação, visão de negócios, gestão de conflitos, e uma série de outros fatores. Mudar o mindset de gestão se manifesta de forma diferente, através de pequenos comportamentos, por exemplo:

De Mindset Tradicional

Para Mindset de Gestão Compartilhada

Aprovar

Buscar novas perspectivas

“Bypass”, passar por cima de

Fluidez de relacionamentos

Controle

Acordos e combinados

Contratar cargos

Contratar pessoas

Trabalho sem sentido

Trabalho com significado

Reuniões de alinhamento

Reuniões para cocriação

Você poderá parar de APROVAR coisas e começar a estimular seu time a buscar novas PERSPECTIVAS. No lugar do BYPASS, você estimulará a fluidez de relacionamentos, não existirá passar por cima de ninguém, mas sim buscar informações e conteúdos sem medo. O CONTROLE pode ser substituído por COMBINADOS e ACORDOS entre dois profissionais que trabalham e convivem durante horas de suas vidas no mesmo projeto. Você também pode conversar mais com as pessoas sobre o SIGNIFICADO DO TRABALHO, para ajudá-las a sair da mecanicidade do trabalho. Deixar de contratar as pessoas somente pelo CARGOS e passar a investir tempo, durante a entrevista para conhecer todo o seu repertório, musical, cultural, dificuldades superadas, histórias de sua vida, ou seja, você passará a CONTRATAR PESSOAS. As reuniões podem ser bem mais legais, saindo do tradicional ALINHAMENTO para a COCRIAÇÃO, tenho certeza que você se surpreenderá com o resultado.

Pois é, existe um modelo que foge do mindset binário de tomada de decisão que funciona como delego ou centralizo e empodera sua equipe para que ela tome decisões que são melhores que as que você tomaria. Chama-se 7 níveis de tomada de decisão e poderá ser um grande passo para mudar a cultura de centralização do poder:

#3 REINVENTE A COMUNICAÇÃO INTERNA
A comunicação também precisa ser diferente, pensa no espaço que a Internet passou a ocupar na vida das pessoas, um estudo recente mostra que o consumo de vídeo online cresceu mais de 90% e interesse por TV caiu. Que reflexo este dado trás para a sociedade e para as organizações?

Em primeiro lugar é que a comunicação está aberta, transparente e as pessoas escolhem quem elas querem seguir. Este dado é muito importante, porque a maioria dos modelos de comunicação organizacional são verticais e centralizadas, como as TVs e a comunicação no mundo está online. Será que não está na hora de você repensar a comunicação da sua organização?

Você já pensou que tendo uma plataforma mais aberta de comunicação e interação, você poderá descobrir talentos e ter uma rede de comunicadores ou youtubers que poderão reinventar a comunicação conectado ao que é vivido e sentido no dia a dia da sua organização?

#4 VEJA QUEM TRABALHA COM VOCÊ POR INTEIRO
Na minha perspectiva precisamos nos livrar da esquizofrenia corporativa que reinou nas organizações no século XX, com o delírio de que para ser produtivo precisava fragmentar o Ser Humano e dividi-lo em vidas: a vida pessoal que deveria ficar fora dos portões da empresa e a vida profissional. Como consequência, deixava-se o cérebro, porque as pessoas eram mão de obra, deixavam-se as emoções, porque sentir era para os fracos, deixava-se o coração, porque as pessoas eram peças de uma engrenagem. Logo não sabíamos com quem trabalhávamos…
As atividades que realizamos atualmente e que passaremos a realizar no futuro necessitarão de Seres Humanos com toda a complexidade que os abarcam, dotados de inteligência intelectual, emocional e espiritual. Precisamos resgatar nesta evolução cultural a relação com as pessoas e entender a importância do encontro, porque quando EU encontro o OUTRO, um NÓS transformador acontece, pode-se assim cocriar, coevoluir e olhar para perspectivas pouco exploradas e assim, as organizações despertarão o máximo potencial para a nova economia.

Fonte: (Revista Exame – Texto Original: Erica Isomura)

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